terça-feira, 29 de setembro de 2009

Messenger vai fazer hoje terceira aproximação a Mercúrio

In "PUBLICO.PT":

281461 A Messenger vai fazer hoje a terceira aproximação a Mercúrio para continuar a cartografar o planeta. A sonda da NASA vai passar a 228 quilómetros da superfície às 22h55 e irá utilizar a gravidade do planeta para conseguir reduzir a sua velocidade e em 2011 entrar em órbita.


No fim da aproximação, 95 por cento do planeta estará mapeado. “A terceira e última aproximação é a última vez que a Messenger pode utilizar o poder de Mercúrio para conseguir as exigências da entrada em órbita”, explicou Eric Finnegan, o engenheiro de sistemas da missão, que pertence ao Laboratório de Físicas Aplicadas da Universidade Johns Hopkins e que está a gerir a missão.


Mercúrio está cheio de mistérios. Um deles é a percentagem anormalmente grande de ferro, o planeta é tão denso que mais de dois terços têm de ser constituídos por este composto. Muito do ferro está à superfície e a sonda vai tentar perceber as formas químicas com que se apresenta e quais são os outros compostos a que se liga.


A aproximação também vai ter manobras inéditas para conseguir olhar especificamente para certas crateras durante alguns segundos. “O nosso primeiro alvo ainda não tem nome, é uma cratera com 150 quilómetros de diâmetro que é bastante antiga e tem alguns materiais interessantes perto do centro, disse Noam Izenberg, cientista do laboratório. “Vamos parar aqui, fazer uma série de observações, e depois vamos apontar a nave para uma cratera mais jovem.” A cratera mais recente continua a ejectar material e a sonda vai examiná-lo.


A exosfera de Mercúrio vai ser alvo de estudo. O planeta tem uma nuvem ténue de partículas carregadas. A maioria dos iões são expelidos do redor do planeta pelo vento solar que alcança Mercúrio com uma força enorme devido à proximidade entre Mer e o Sol. Isto faz com que muitos átomos – como o sódio, o potássio, o cálcio e até, provavelmente, o ferro e o alumínio – sejam expelidos, estendendo-se milhões de quilómetros por trás do astro.


“Todos os materiais na cauda e na atmosfera de Mercúrio, todos os átomos mais pesados do que o hidrogénio e o hélio, são derivados da superfície de Mercúrio”, explicou Sean Solomon, o cientista principal da Messenger. “Por isso, medir a atmosfera de Mercúrio, da cauda e as suas dinâmicas diz-nos sobre os processos que mantêm o envelope de partículas voláteis à volta do planeta e informa-nos algo mais sobre a composição dos materiais à superfície.”

domingo, 27 de setembro de 2009

Dez produtos que evitam doenças e dão mais vida

In "DN - Ciência":

ng1196851 Comportamentos. Escolher alimentos saudáveis ajuda a prevenir várias doenças. Novos estudos indicam que é este um elemento-chave na recuperação de problemas tão graves como o cancro. O DN deixa-lhe algumas sugestões

Uma alimentação saudável e equilibrada não só previne algumas doenças como pode ser uma arma na recuperação de problemas graves como o cancro. Um estudo sobre nutrição oncológica apurou que entre 40 e 80% dos doentes com cancro sofrem de desnutrição, e que as refeições têm, por isso, um importante peso na reabilitação. Frutas, legumes, azeite e leite, por exemplo, nunca devem faltar à mesa, aconselham os especialistas.

"Uma alimentação bem cuidada leva a uma maior protecção do organismo, que depois consegue suportar melhor os efeitos secundários dos tratamentos e atingir alta hospitalar mais cedo", sublinha Helena Gervásio, da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), e uma das responsáveis do estudo. Por outro lado, "às vezes aplicamos uma terapêutica com doses inferiores ao desejado, devido ao estado debilitado do doente, que acaba por nem ser eficaz".

O cancro é a segunda causa de morte em Portugal. Todos os anos são diagnosticados 40 a 50 mil novos casos. Mas são os doentes com tumores digestivos, na cabeça e pescoço que mais preocupam os especialistas ao nível de desnutrição e das carências alimentares.

"Há doentes que não têm apetite, outros deixam de sentir o gosto dos alimentos, outros sentem-se cansados para comer e ainda outros sentem-se persistentemente enjoados, com vómitos ou 'feridas' na boca.

Nestes casos temos de ter uma atenção ainda mais especial", revela Helena Gervásio.

Segundo a oncologista, cada doente deve ter um esquema alimentar próprio, mas o mais rico, quanto possível, em calorias e proteínas, de forma a proporcionar energia e mais resistência ao doente. "A alimentação diária contribui com cerca de 35% do índice de mortalidade por cancro, seguido pelo tabagismo, alcoolismo e poluição", lembra ainda João Breda, coordenador da Plataforma contra a Obesidade, frisando que uma dieta saudável poderá prevenir três a quatro milhões de novos casos de cancro anualmente.

Por outro lado, as doenças cardiovasculares estão, na maioria dos casos, relacionadas com uma má alimentação. "As gorduras, como a manteiga e banha de porco, por exemplo, são sempre de evitar", aconselha o cardiologista João Gorjão Clara. E tanto na prevenção como no tratamento de doenças, as carnes brancas, a fruta e os vegetais devem marcar presença à mesa. "A sopa alimenta e deixa-nos saciados. Se não for triturada, melhor ainda porque retém todas as fibras", refere.

Já em relação à fruta, Gorjão Clara aconselha de todo o tipo, mas "apenas uma peça por dia, devido às calorias que tem".

A reumatologista Viviana Tavares adverte, no entanto, que os portugueses "têm uma alimentação deficiente, mas porque querem". "Uma alimentação típica mediterrânica, rica em frutos, legumes, cereais integrais, peixe e azeite está associada a uma redução do risco de doenças", conclui o nutricionista João Breda.

Ver:

Alho: deve comer-se cru

Chá verde: protecção numa só chávena

Sardinhas: as mais saudáveis do planeta

Leite: três copos por dia

Maçãs: uma para afastar o médico

Frutos vermelhos: "um escudo de defesa"

Azeite: ajuda na prevenção de doenças do coração

Frutos secos: baixam o colesterol

Tomate: combate o cancro da próstata

Brócolos: presentes em todas as sopas

Comida vegetariana é uma boa alternativa aos excessos alimentares actuais

In "DNOTICIAS.pt":

A comida vegetariana é uma boa alternativa aos excessos alimentares actuais, mas a mudança de dieta deve ser gradual e com acompanhamento médico.dn0401520101

Carne, peixe ou vegetariano? As ementas de alguns restaurantes - mesmo os que não ostentam o rótulo de vegetariano ou macrobiótico - entraram na moda e oferecem aos clientes uma alternativa de refeição só com vegetais. E se há oferta, significa que quem alguém procura, em alguns casos até mais do que os pratos de peixe. A tendência vegetariana venceu os preconceitos e, para os nutricionistas, pode ser uma boa escolha, uma opção saudável ao tipo de alimentação ocidental, onde há consumo excessivo de carne e de açúcar. As mudanças, no entanto, não devem ser abruptas. Ou seja, um corte radical entre uma dieta com carne e peixe para outra onde os produtos de origem animal se limitam ao leite e aos ovos terá consequências. Carmo Faria, nutricionista, explica que não há mal se a alteração ocorrer de forma gradual e com acompanhamento médico. Ao prescindir de produtos de origem animal, o corpo pode ressentir-se e ter, por exemplo, carências de ferro (ausência de ferro está na origem da anemia).


O aconselhamento de um nutricionista é importante para que, entre o que oferece a comida vegetariana, compensar estes desequilíbrios. Mas este não é o único risco da comida vegetariana. O rótulo produz alguns enganos, as pessoas baixam a guarda e a atenção, comem tudo porque é vegetariano, de soja ou de tofu. Carmo Faria lembra, no entanto, que o grande senão deste tipo de alimentação está nos fritos e no excesso de sal. "Fazem-se muitos rissóis, muitos fritos e esses alimentos continuam a ser maus para uma alimentação saudável. Por outro lado, usa-se como tempero o molho de soja, que é muito rico em sódio, muito salgado".
Se houver atenção e acompanhamento, este estilo é, sem dúvida, uma boa alternativa, certamente mais saudável do que aquela que se pratica nos dias de hoje, com consumo excessivo de carne, de hidratos de carbono e muito açúcar. Porque, na Madeira, apesar da herança, há muito que se deixou de praticar uma alimentação mediterrânea, com muitos vegetais, hidratos de carbono, peixe, ovos, queijo e a carne reservada para ocasiões festivas. "Quase ninguém come segundo essas regras, o que há é uma alimentação ocidental, onde os vegetais estão no prato mais para enfeitar do que para comer".


Numa altura em que poucos respeitam a regra de meio prato de vegetais, um quarto de hidratos de carbono e outro de carne ou peixe, a opção por comida vegetariana parece bem, mais próxima daquilo que se recomenda e se entende por saudável. "É importante, no entanto, que não se confunda os tipos de alimentação. Os vegetarianos comem ovos, leite e derivados do leite e são, por isso, diferente dos veganos e dos macrobióticos, estas dietas não incluem qualquer produto de origem animal. Estas dietas são, por isso, mais pobres".


Pobres se se optar por seguir o regime alimentar à risca, mas não é o caso da maioria dos clientes que enchem os restaurantes com oferta macrobiótica e vegetariana à hora de almoço. Filipa França, que gere a 'Segurelha' no centro comercial Dolce Vita, explica que os seus clientes não são vegetarianos convictos, pelo menos a maioria não é. "As pessoas estão mais atentas, sabem que devem evitar o consumo de carnes, sobretudo de carnes vermelhas e, por isso, estão mais disponíveis para trocar o prato de carne do almoço por um vegetariano. Mesmo com indicação dos médicos, não é fácil adaptar o gosto, nem ficar satisfeito com um crepe de vegetais, uma salada e uma pequena porção de quinoa ou cuscus (hidratos de carbono muito usados neste tipo de alimentação).


A gerente da 'Segurelha' tenta explicar e até dá a provar. Alguns clientes aderem, outros franzem o nariz e jogam pelo seguro que, no caso, é o prato de carne. Nas estatísticas do restaurante, a carne ganha todos os dias à hora de almoço. "Se fizer as contas, em primeiro lugar sai a carne, depois o vegetariano (incluo nisso a sopa) e, por fim, o peixe. É quase mais difícil vender o peixe do que o vegetariano, mesmo quando é bom e saboroso. As únicas excepções são o bacalhau e a espada. Porquê? Penso que é uma questão cultural, não se consegue vender outro tipo de peixe". Irénio Teixeira, dono do restaurante vegetariano e macrobiótico Bioforma, tentou introduzir os pratos de peixe no menu diário, mas a recepção não foi boa. "Penso que as pessoas associam o restaurante a comida vegetariana e não gostaram de ver peixe na ementa. Temos um tipo de cliente que não é vegetariano, mas temos também aqueles que só comem este tipo de alimentação". O restaurante está quase sempre cheio à hora de almoço, embora o proprietário diga que os almoços caíram nos últimos meses. Crise? "É possível, toda a gente se queixa e nós não podemos baixar muitos preços se queremos apresentar refeições de qualidade e produtos de agricultura biológica".


No negócio - que inclui uma parte de venda de produtos homeopáticos e outra de mercearias macrobióticas e vegetarianas - esta foi a única parte onde se sentiu a quebra. No resto, a loja esteve bem e isso significa que, na Madeira, as pessoas procuram os produtos associados à comida vegetariana. Alguns por necessidade, como as pessoas que são intolerantes ao leite e optam pelo leite de soja e seus derivados, mas muitos porque apreciam e gostam de cozinhar em casa aquilo que comem ao almoço. Aliás, os livros com receitas vegetarianas têm muita procura na Bioforma.


A ideia que se faz de um adepto da comida vegetariana continua associada a um modo de vida alternativo, aos novos 'hippies' de roupas amplas e sandálias, mas o tipo de alimentação tem fãs até entre as crianças. Ao menos os alunos do Externato Adventista do Funchal - uma escola privada de 1º ciclo que recebe crianças de todos os credos religiosos - não se queixam dos pratos vegetarianos que lhes são servidos ao almoço. Segundo António Carvalho, director administrativo da escola, não são menos enérgicas do que as demais, as que só comem uma alimentação tradicional.


A opção pela comida vegetariana tem uma grande força no movimento adventista internacional e, por cá, o Externato entendeu servir este tipo de dieta no refeitório da escola. Os resultados são positivos e o director administrativo explica que é mais fácil educar o gosto de uma criança do que o de um adulto. Por outro lado, os pratos que se servem não são assim tão estranhos, não é apenas soja, seitam e tofu (derivados de soja). "Uma parte dos alimentos são conhecidos das crianças porque já comem batatas, arroz, massa, grão, feijão e vegetais em casa".


É claro que, na escola, o toque é diferente, as receitas são outras, mas isso não complica, apenas a ajuda. "Devo dizer que nem todos os alunos comem na escola, alguns trazem o almoço de casa. A maioria também não é vegetariana, apenas faz este almoço na escola. Em casa, de manhã e à noite, têm a alimentação dos pais. E também é verdade que os pais, quando são informados dos almoços vegetarianos, fazem muitas perguntas, mas depois percebem e aceitam bem". A prova é de que as crianças do Externato são animadas, brincam e praticam desporto. E, além disso, não choram porque têm de comer sopa ao jantar.

Marta Caires

sábado, 26 de setembro de 2009

Aviões não tripulados estão a chegar

In "Expresso.pt":

Eliminação do risco de perdas humanas, capacidade de executar missões perigosas com elevado grau de sucesso. É assim nas aeronaves não tripuladas, um projecto que ficará pronto dentro de sete anos.

A Academia da Força Aérea é uma instituição de ensino superior que tem vindo a desenvolver estudos de investigação na área da aviação não tripulada, em colaboração com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Os testes são efectuados na antiga base aérea da OTA. Os aviões com cerca de 10 kg têm autonomia para voar durante cerca de 5 horas seguidas. Este projecto que teve início em Jnaeiro de 2009 deverá ficar concluído daqui a 7 anos.

Na investigação científica aeronáutica, o recurso às aeronaves não tripuladas é uma forma de acelerar e baixar drasticamente o custo da última etapa de projecto: a demonstração em voo dos conceitos em estudo.

Foi principalmente com esta finalidade, directamente ligada às necessidades dos cursos ministrados na Academia da Força Aérea, que surgiu em 2002 o programa de desenvolvimento de uma Aeronave Não Tripulada Experimental - Militar, o ANTEX-M.   ...

sábado, 19 de setembro de 2009

Vêm aí os pagamentos por RFID

In "Exame Informática.pt":

A MasterCard prevê lançar o serviço de pagamentos Pay Pass em Portugal até ao final do ano. O novo serviço opera através de RFID e promete reduzir filas e tempos de espera.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Electricidade vinda do Espaço vai chegar às nossas casas

Cientistas de vários países europeus, América e Japão prometem energia eléctrica produzida a milhares de quilómetros de altitude, a partir da luz solar.

Source:  Electricidade vinda do Espaço vai chegar às nossas casas

sábado, 29 de agosto de 2009

O vaivém Discovery partiu rumo à Estação Espacial Internacional

In "DN Ciência":

O vaivém Discovery partiu hoje rumo à Estação Espacial Internacional com sete astronautas a bordo e depois de vários adiamentos do lançamento.  O vaivém descolou poucos segundos antes da meia-noite local, 04:59 de Lisboa, dando início a uma missão de 13 dias no espaço.  Oito minutos e meio depois do lançamento, o vaivém entrou na órbita preliminar, que o levará no domingo a acoplar-se à Estação Espacial. 

STS-128 Launch

NASA TV

domingo, 16 de agosto de 2009

Comer bem para viver melhor

In "ÉPOCA - saúde & bem estar":

Nos últimos anos, o prazer de comer passou a ser associado à culpa. Não precisa ser assim. Novos estudos mostram as virtudes de dietas simples e saborosas que fazem bem à saúde – e ao planeta.

 

Simples e saudável

Bife, salada, arroz e feijão. Por que esse prato tipicamente brasileiro agrada tanto aos nutricionistas

simples

1. Suco
As frutas devem ser consumidas todos os dias, in natura ou na forma de sucos

2. Arroz e feijão
Essa combinação é muito rica em fibras e proteínas, mas não pode dominar o prato. O arroz, em particular, deve ser consumido em pequenas porções e, se possível, na versão integral

3. Carne
A carne, de preferência magra, não deve compor mais que 20% do prato. Trocá-la por peixe faz a refeição ainda mais saudável

4. Brócolis
Verduras e legumes são um ótimo acompanhamento. Devem ser cozidos no vapor ou rapidamente refogados, para manter suas propriedades

5. Salada
Alface e tomate são fontes de vitaminas, fibras e minerais. As folhas devem ser consumidas cruas, para preservar os antioxidantes

Ver:

Para se proteger do câncer:

Dois temperos, a cúrcuma e o alho, estão entre os alimentos mais importantes na prevenção de tumores

0,,20771453,00 A medicina ainda não entendeu por completo as causas do câncer e por que alguns casos têm cura e outros não. Mas muitas pesquisas já esclareceram como a doença evolui. As células cancerosas, que sofreram mutação genética devido a fatores como a ação de radicais livres ou radiação, multiplicam-se desordenadamente. Para barrar a doença, a quimioterapia tem várias estratégias, entre elas matar as células doentes e impedir a formação de vasos sanguíneos que levem nutrientes para elas.

Uma série de estudos realizados no centro de pesquisa sobre o câncer da Universidade do Texas e publicados ao longo de 2008 e 2009 mostrou que a cúrcuma, presente no curry indiano, age de maneira semelhante. Em uma das pesquisas mais recentes, publicada no mês passado, a curcumina, substância presente na especiaria, mostrou-se capaz de inibir a proliferação de células de um tipo de mieloma múltiplo.

Outro alimento cujo consumo está relacionado à proteção do câncer é o chá verde. Seus efeitos ainda não são unanimidade no mundo científico, mas muitos pesquisadores acreditam que um de seus componentes, a catequina, impede a angiogênese – criação de novos vasos sanguíneos que podem levar nutrientes para as células cancerosas.

Segundo estudo do Centro Nacional do Câncer de Tóquio, no Japão, publicado em 2007, o consumo diário de cinco ou mais xícaras do chá por dia reduziria em 50% as chances de progressão do câncer de próstata. Nas mulheres, o consumo de três xícaras diárias foi relacionado a uma diminuição de 57% da recorrência de câncer de mama.

Pouco amistoso, o cheiro forte do alho é a prova de que ele é rico em alicina, outra substância promissora na prevenção do câncer. Parte dela é transformada em ácido sulfênico, que ajuda a eliminar os radicais livres, relacionados à mutação de células em nosso organismo.

As crucíferas, categoria em que se enquadram os brócolis e a couve, são ricas em sulforafane, substância que pode barrar a angiogênese e retardar a formação de alguns tipos de tumor. Uma pesquisa publicada no Journal of the National Cancer Institute mostrou que uma porção de brócolis ou de couve-flor por semana diminui o risco de câncer de próstata em 45% e 52%, respectivamente.

Outra opção na dieta anticâncer é o chocolate amargo com mais de 70% de cacau, rico em polifenóis. Mas cuidado: recomenda-se um consumo de apenas 20 gramas por dia.

0,,20771819,00
Chá verde
Deve ser deixado em infusão de 8 a 10 minutos para extrair o máximo das catequinas.

 

 

 

 

 


0,,20771836,00 Cúrcuma, ou açafrão-da-índia
Na Índia, onde se comem de 2 a 3 gramas por dia, a incidência de câncer de cólon é um oitavo daquela observada no Ocidente; de câncer de mama, um quarto; de próstata, um 20 avos.

 

 

 

 

 

 

Um cérebro mais ativo:

O que dizem os últimos estudos sobre a relação entre a alimentação e a perda da capacidade intelectual

0,,20771807,00 A esclerose múltipla, o mal de Parkinson e o de Alzheimer, os tipos mais comuns de doenças neurodegenerativas, não têm cura – daí a importância de qualquer medida preventiva. Um estudo americano que acompanhou 1.800 idosos durante nove anos concluiu que aqueles que consumiam suco de frutas e hortaliças pelo menos três vezes por semana tinham 75% menos risco de desenvolver Alzheimer. Os pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida atribuíram o efeito à presença significativa de antioxidantes nesses alimentos. Os antioxidantes ajudam o organismo a reduzir as perdas celulares – inclusive a de células do cérebro. Quanto mais colorida a fruta – alaranjadas, arroxeadas e vermelhas –, melhor. Além delas, as crucíferas, como brócolis, couve-flor e couve, ricas em ácido fólico, são aliadas na preservação das funções cognitivas.

Os peixes de água fria, como salmão, atum, sardinha e cavala, fontes de ômega-3, são igualmente importantes na dieta de quem deseja afastar o risco das doenças do cérebro. Essa gordura é tão imprescindível para o sistema nervoso que está presente em grandes quantidades no leite materno. Um estudo publicado em agosto passado pela Universidade de Southampton mostrou que o consumo de 300 gramas de peixe por semana estava relacionado a um maior desenvolvimento de habilidades verbais das crianças.

As descobertas mais recentes sobre a prevenção das doenças neurodegenerativas incluem o café e a maçã na lista de alimentos recomendados. Beber de três a cinco xícaras por dia pode diminuir em 65% o risco de Alzheimer, segundo um estudo sueco. Pesquisadores de Harvard mostraram que alto consumo de cafeína diminui o risco de Parkinson em homens. Entre as mulheres, o café tem efeito protetor só depois da menopausa e para quem não ingere repositores hormonais.

Uma pesquisa publicada no Journal of Alzheimer’s Disease mostrou que camundongos alimentados com suco de maçã produziram menor quantidade da proteína que forma placas amiloides no cérebro, uma marca do mal de Alzheimer. O Archives of Neurology mostrou que 55% dos pacientes com Parkinson têm deficiência de vitamina D. Não se sabe se a falta do nutriente é causa ou efeito da doença. Para garantir a presença da vitamina D, devem-se incluir sardinha, gema de ovo e fígado na dieta.

0,,20771524,00
Gema de ovo
Um estudo americano mostrou que altas doses de vitamina D no corpo podem reduzir em 62% as chances de esclerose múltipla

 

 

 


 

0,,20771529,00Café
A bebida pode diminuir em 65% os riscos de Alzheimer se você tomar de 3 a 5 xícaras por dia, segundo um estudo sueco que acompanhou 1.409 pessoas por mais de 25 anos

 

 

 

 

 

0,,20771656,00 "Perdi o remorso de tomar de
cinco a seis xícaras de café por dia"

Helena Alves de Carvalho Sampaio, líder de um grupo de pesquisa em nutrição e doenças crônico-degenerativas da Universidade Estadual do Ceará.

 

 

 

 

"O aumento das doenças degenerativas está ligado às mudanças no estilo de vida. A partir dos anos 50, com a entrada do fast-food no país, passamos a ingerir mais alimentos ricos em gordura, sal e açúcar. Hoje, ninguém se reúne mais para comer, e a incidência de doenças cardíacas, câncer e demências é muito maior"

 

O que faz bem ao coração:

 

0,,20771902,00

Peixes de água fria
(salmão, atum, cavala, sardinha)
Um estudo holandês revelou que comer de duas a três porções de 30 gramas por semana diminui pela metade os riscos de doenças coronárias. Pescadores japoneses e esquimós consomem muito pescado. Acaso ou não, sofrem menos de problemas cardíacos

O que faz bem ao coração

A sabedoria dos povos mediterrâneos recomenda incorporar à mesa os efeitos benéficos do azeite de oliva e do álcool

A importância da dieta na prevenção de doenças cardiovasculares é de 7, em uma escala que vai até 10”, afirma Simeon Margolis, professor da Universidade Johns Hopkins e autor de vários compêndios sobre a prevenção de doenças do coração. Substituir a manteiga pelo azeite de oliva é uma das primeiras decisões a tomar. Suas gorduras monoinsaturadas não estão relacionadas com o aumento do índice de LDL, o colesterol ruim, no sangue, como acontece com a gordura saturada de origem animal. Os efeitos benéficos do azeite, ingrediente básico da dieta mediterrânea, são sempre citados em estudos epidemiológicos das populações dessa região da Europa. Uma revisão publicada no ano passado no British Medical Journal mostrou que a dieta mediterrânea está associada a uma redução de 9% na mortalidade por doenças cardiovasculares, entre outros benefícios.

As nozes e o amendoim também são indicados, por conter gorduras insaturadas. Segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia publicado em setembro do ano passado, dados epidemiológicos de quatro pesquisas americanas mostraram que as pessoas com maior consumo desse tipo de alimento tinham um risco cerca de 35% menor de desenvolver doenças cardiovasculares. As nozes mostraram-se eficazes também no combate aos radicais livres e às inflamações.

As pesquisas científicas também têm associado o consumo moderado de álcool – um drinque por dia para as mulheres e dois para os homens – à diminuição do risco de doenças cardiovasculares. Em um dos últimos estudos publicados sobre o assunto, em abril deste ano, cientistas da Universidade Wageningen, na Holanda, avaliaram a expectativa de vida de 1.373 homens e concluíram que o consumo moderado de bebidas alcoólicas pode significar cinco anos a mais de vida. Antes de se animar com a recomendação, convém lembrar que alguns estudos relacionaram o álcool ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

O mesmo ômega-3 que apresenta efeitos benéficos contra as doenças neurodegenerativas e o câncer se mostra importante para o coração. Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Tsukuba, no Japão – país com alto consumo de peixe –, e publicada em setembro do ano passado concluiu que uma dieta rica em pescados de águas frias pode reduzir em 18% o risco de morte por doenças cardiovasculares.

0,,20771912,00
Álcool
O consumo moderado de bebida alcoólica, não necessariamente de vinho, reduz o risco de doenças cardíacas

 

 

 

 


0,,20771913,00Azeite de oliva
O azeite foi “descoberto” nos anos 60 por um epidemiologista que observou que a população de Creta, no Mediterrâneo, era especialmente longeva e livre de doenças cardíacas

 

 

 

 

 

 

0,,20771957,00 "As evidências científicas da ligação da dieta com a saúde mudaram meus hábitos alimentares. Cresci comendo carne vermelha duas vezes por dia. Agora, está mais para duas vezes por ano. Consumo mais peixe, feijão e castanhas como fontes de proteína. Também consumia muitas gorduras trans e saturadas em margarina e manteiga. Agora, o azeite de oliva é minha principal fonte de gordura. Sempre comi muitos vegetais, mas agora eles são preparados de maneiras mais interessantes. Comer ficou tão interessante quanto ser saudável"

Walter Willett, professor dos departamentos de Nutrição e Epidemiologia da Universidade Harvard e autor de vários livros, entre eles Coma, beba e seja saudável

 

 

Imunidade reforçada:

Pesquisas recentes mostram a importância do shiitake, do iogurte e do gengibre para as defesas do organismo

0,,20771958,00 Fortalecido, o sistema imune consegue afastar doenças oportunistas, como tuberculose, pneumonia e herpes, e se proteger contra as crônicas. Pessoas com baixa imunidade apresentam deficiências nutricionais de selênio, zinco, vitaminas A, B6, B12, C e E e de substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias. Para evitar esse problema, a Organização Mundial da Saúde recomenda consumir 400 gramas de frutas, legumes e verduras diariamente. Frutas cítricas e amareladas, como acerola, caqui, mamão, damasco e laranja, e vegetais amarelados, como abóbora e cenoura, são ricos em vitaminas A e C. A primeira ajuda a manter o sistema imune equilibrado. Sua deficiência provoca diminuição de glóbulos brancos, deixando o corpo mais suscetível a infecções. A vitamina C promove a cicatrização e fortalece a imunidade. Juntas, agem como antioxidantes no combate aos radicais livres e evitam o aparecimento de um ambiente propício às mutações celulares responsáveis pelo câncer.

As necessidades diárias de vitamina E, selênio e zinco podem ser supridas com o consumo de 100 gramas de castanhas e nozes. Essas substâncias ajudam a retardar o envelhecimento das células, protegendo-as de radicais livres. O zinco ajuda a cicatrizar, o selênio previne inflamações e a vitamina E mostrou-se capaz de aumentar em 40% a longevidade de camundongos. As vitaminas B6 e B12 são encontradas em produtos de origem animal, como carne vermelha, leite e seus derivados. Mas é preciso consumi-los com moderação, porque contribuem para a obesidade, que está relacionada à maioria das doenças crônicas.

Estudos recentes mostraram que o gengibre é um ótimo antioxidante e anti-inflamatório e ajuda o corpo a se proteger de bactérias e fungos. Essa raiz pode ser útil no tratamento da asma e ajudar o sistema imune a inibir o crescimento de tumores – em certos casos até os elimina. O shiitake combate tumores na fase inicial e é eficiente na redução do colesterol. Os iogurtes probióticos também ajudam o sistema imune. Estudos mostram que seus lactobacilos impedem as bactérias más de se instalar no intestino, o que permite uma melhor absorção dos nutrientes. Eles competem com micro-organismos por espaço e comida, impedindo a ação dos intrusos.

0,,20771975,00
Gengibre
Tem poderes antioxidantes, antiinflamatórios e protege o corpo de bactérias e fungos. Também ajuda a inibir a evolução das células de câncer no ovário e no cólon

 

 

 

 


0,,20776399,00 Probióticos (iogurtes)
Não só aliviam a prisão de ventre, como fortalecem a imunidade. Eles evitam que as bactérias más se fixem no intestino e proporcionam uma melhor absorção dos nutrientes dos alimentos

 

 

 

 

 

0,,20771983,00 Papo rápido >> Christine Gerbstadt

Integrante da Associação Dietética Americana

O que pacientes de doenças crônicas devem evitar comer?
Christine Gerbstadt –
Gorduras saturadas. Aumentam o mau colesterol e favorecem inflamações. A inflamação modifica as células do organismo e está ligada ao desenvolvimento de doenças do coração, diabetes e câncer.

Quais são os principais alimentos que podem prevenir essas doenças?
Christine –
Frutas anti-inflamatórias, como berries (cereja, mirtilo), cítricas (laranja, limão, acerola, abacaxi), melão, vegetais de todas as cores, como cebola, brócolis, espinafre, abóbora e feijão, grãos integrais, especialmente trigo, aveia, quinua, cevada e centeio, e fontes vegetais de gorduras mono e poli-insaturadas: abacate, semente de abóbora ou linhaça e azeitona.

Em quais porções?
Christine –
Pelo menos nove porções de frutas e vegetais por dia, de três a seis de grãos integrais e duas colheres de uma das sementes, um quarto de abacate ou três azeitonas pretas.

Oito alimentos que você deve comer todos os dias

In "ÉPOCA - saúde & bem estar":

Segundo livro, espinafre, iogurte, tomate, cenoura, blueberry, feijão preto, nozes e aveia devem ser ingeridos todos os dias. Saiba por que e quais alimentos têm as mesmas funções benéficas para o organismo.

Eles são fáceis de ser encontrados nos supermercados ou em restaurantes, se você costuma comer muito fora de casa. Segundo o livro Eat This, Not That (algo como “Coma isso, não aquilo”, ainda sem tradução para o português), espinafre, iogurte, tomate, cenoura, blueberry, feijão preto, nozes e aveia têm propriedades nutricionais importantes para o bom funcionamento do organismo, principalmente se acompanhados de uma proteína light, como salmão, peru ou outra carne magra. Saiba por que tais alimentos são fundamentais e quais outros podem substituí-los, para as suas refeições não ficarem monótonas.

Espinafre

0,,19990639,00

É rico em Ômega-3 e folatos, que ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas, derrame e osteoporose. Folatos também aumentam o fluxo de sangue, o que pode ajudar a prevenir problemas sexuais relacionados ao avanço da idade. O espinafre ainda possui luteína, que ajuda a prevenir a degeneração macular, um problema da retina que afeta principalmente os idosos.
Quanto ingerir por dia: 1 xícara de espinafre fresco ou ½ xícara da verdura cozida.
Você pode substituir por: Couve ou alface romana.
Dicas: Use espinafre nas saladas, nos ovos mexidos, sobre a pizza e em molhos para massa.

 

Iogurte  

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O iogurte tem mais de dois mil anos e ninguém sabe ao certo onde foi criado. O que se tem certeza é que a fermentação do leite origina milhões de probióticos – bactérias benéficas que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e protegem do câncer de cólon. Nem todos os iogurtes contêm probióticos, por isso certifique-se lendo seus rótulos.
Quanto ingerir por dia: 1 xícara.
Você pode substituir por: Iogurte de leite de soja e Kefir (bebida fermentada por mais de quarenta tipos diferentes de microorganismos, incluindo as leveduras).
Dicas: Coma iogurte com blueberries, nozes, semente de linhaça e mel no café-da-manhã ou na sobremesa.

 

Tomate  

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Há duas coisas de que você precisa saber sobre os tomates: a sua coloração vermelha carrega um antioxidante chamado licopeno, uma substância que é absorvida com mais facilidade quando o tomate é processado, em molho ou catchup. Uma dieta rica em licopeno pode diminuir o risco de câncer na bexiga, pulmão, próstata, pele e estômago, além de reduzir problemas na artéria coronária.
Quanto ingerir por dia: 22mg de licopeno, presente em oito tomates cereja ou um copo de suco de tomate.
Você pode substituir por: Melancia, uvas rosadas, mamão, caqui japonês e goiaba.
Dicas: Coma bastante catchup, gazpacho (uma sopa gelada espanhola) e sempre use o dobro de tomate que as receitas pedem.

 

Cenoura  

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A maioria das frutas e legumes vermelhos, amarelos ou laranja é rica em carotenóides – substâncias solúveis em gordura associadas à redução de vários tipos de câncer e à inflamação comum a pacientes que sofrem de asma e artrite reumatóide. Nenhum deles, porém, é tão fácil de preparar e tem tão poucas calorias quanto as cenouras.
Quanto ingerir por dia: ½ xícara.
Você pode substituir por: Batata doce, abóbora, pimentão amarelo e manga.
Dicas: Aumente a ingestão de cenouras baby cruas, fatias de pimentão amarelo, sopa de abóbora, batata doce assada, torta de abóbora, sorbet de manga e bolo de cenoura.

 

Blueberry  

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Não é fácil encontrar blueberries frescas no Brasil, mas alguns supermercados oferecem esta fruta congelada. Ela possui mais antioxidantes do que qualquer outra fruta originária da América do Norte. Previne câncer, diabetes e doenças neurológicas relacionadas à idade. Por isso, recebeu o apelido de “brain berry”, que seria algo como “frutinha do cérebro”. Alguns estudos mostraram que elas são ricas em fibras e vitaminas A e C, que ajudam no bom funcionamento do sistema cardiovascular.
Quanto ingerir por dia: 1 xícara da fruta fresca ou ½ xícara dela congelada ou seca.
Você pode substituir por: Açaí, uvas roxas, morango, ameixa e uva passa.
Dicas: As propriedade da blueberry são mantidas na fruta seca, congelada ou em forma de geléia.

 

Feijão preto 

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Todos os feijões são bons para o coração, mas nenhum melhora tanto a capacidade quanto o preto. Isso porque esse tipo de feijão contém antocianina, substância antioxidante que já comprovou ter efeitos positivos sobre o funcionamento do cérebro.
Quanto ingerir por dia: ½ xícara oferece 8g de proteínas e 7,5g de fibras.
Você pode substituir por: Lentilha, fava, ervilha e outros feijões.
Dicas: Use feijões pretos para fazer burritos e chilli. Com 1 xícara de feijões pretos cozidos, azeite de oliva e alho frito você faz um delicioso molho para aperitivo.

 

Nozes 

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Ricas em Ômega-3, as nozes possuem mais polifenóis que o vinho tinto e mais proteínas que a carne de frango. Outras sementes combinam apenas uma ou duas dessas propriedades.
Quanto ingerir por dia: 7 nozes.
Você pode substituir por: Amêndoas, amendoim, pistache, macadâmia e avelã.
Dicas: Comer nozes é bom a qualquer momento, e melhor ainda quando você sentir vontade de ingerir guloseimas. Sobre a salada, espalhe nozes quebradas. Você também pode temperar peixes ou frangos com um molho feito de nozes e azeite.

 

Aveia

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Entre os alimentos saudáveis, a aveia foi o primeiro a ganhar a aprovação do Food and Drug Administration, equivalente à Anvisa nos Estados Unidos. Ela é rica em fibras solúveis, que diminuem o risco de doenças do coração. Além disso, é rica em proteínas e carboidratos.
Quanto ingerir por dia: ½ xícara.
Você pode substituir por: Quinua, sementes de linhaça e arroz selvagem.
Dicas: Granola e cereais integrais têm pelo menos 5g de fibra por porção. Espalhe duas colheres de sopa de sementes de linhaça sobre o cereal, salada e iogurte.

Estudo comprova efeitos positivos da vitamina C na pele

In "Sol":

Um grupo de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) do Porto e da Universidade de Leicester (Reino Unido) realizou um estudo onde confirma o poder da vitamina C na regeneração da pele, incluindo no tratamento de cancros.

Em comunicado enviado à Lusa, o grupo de investigadores salienta que «os dados comprovam que a vitamina C favorece a cicatrização de feridas através da estimulação da reentrada dos fibroblastos quiescentes no ciclo celular, promovendo a migração de células».

«Contribui assim para a manutenção de uma pele saudável, possuindo propriedades anti-oxidantes que protegem o DNA celular contra a danificação pela oxidação», sublinham os autores da investigação, frisando que estas conclusões «podem conduzir a avanços na prevenção e tratamento de lesões ou cancro da pele».

Este estudo identificou novas propriedades protectoras da vitamina C nas células da pele humana, com base na identificação da expressão de genes que promovem uma melhor regeneração mesmo que haja danos no DNA de algumas células.

Os investigadores analisaram o efeito da longa exposição de um derivado da vitamina C, o ácido ascórbico 2-fosfato (AA2P), em fibroblastos dérmicos humanos (células responsáveis pela regeneração da pele).

Os resultados demonstraram que «a vitamina C protege a pele através da promoção da proliferação e migração de fibroblastos, permitindo também a reparação de potenciais danos no DNA».

Em vez de se centrar apenas nos efeitos imediatos da simples adição da vitamina C às células, este estudo foi mais longe e focou-se nos efeitos da exposição contínua.

Desta exposição resultaram «fibroblastos mais capazes de cicatrizar os danos resultantes da oxidação do DNA, aumentando o número de células que migraram para a área danificada, o que indica melhoria na cicatrização», sustentam os investigadores.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Hallelujah - Leonard Cohen

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Endeavour landing 7/31/09

Space shuttle Endeavour touched down at 10:48: a.m. EDT. at NASAs Kennedy Space Center in Florida. Commander Mark Polansky is expected to make a brief statement on the runway after the post-landin...

Ver:

Endeavour aterra depois de onze dias na Estação Espacial Internacional:

...


Os seis tripulantes mais o astronauta Koichi Wakata, o primeiro japonês a viver no espaço que esteve na ISS durante mais do que quatro meses, chegaram à base do Cabo Canaveral às 16h48 (hora de Lisboa).


Durante os onze dias que estiveram na ISS a tripulação instalou a última parte do laboratório japonês Kibo – uma plataforma para telescópios e para outras experiências científicas –, trocaram baterias solares que mantêm a energia da estação e deixaram peças sobresselentes que a ISS pode necessitar no futuro.


Durante o regresso, Wakata ficou deitado no vaivém para se adaptar à gravidade terrestre. O astronauta japonês foi muito elogiado durante a despedida. “Ele é dedicadíssimo e é um muito, muito bom engenheiro de aeronáutica”, disse o cosmonauta russo e comandante da estação Gennady Padalka. Para além do seu trabalho científico e de rotinas de manutenção, o japonês testou umas cuecas capazes de absorver água e de matar bactérias. “Usei-as durante um mês e nenhum dos meus companheiros se queixou”, disse ontem. “Por isso acho que a experiência correu bem.”


À chegada, o comandante do vaivém, Mark Polansky, agradeceu a Houston pela felicitação. “É mesmo isso que é importante. Estamos felizes por estar em casa.”

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Hidrocarbonetos nas profundezas da Terra

In "Agência FAPESP":

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Experiencia feito nos Estados Unidos demonstra que o etanol e outros hidrocarbonetos mais pesados podem ter se formado em camadas profundas do interior da Terra, sem a presença de matéria orgânica.

Agência FAPESP – A origem do petróleo e do gás natural está em organismos vivos que morreram, foram comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre. A ciência tem especulado durante anos se alguns desses hidrocarbonetos também poderiam ter sido criados, sem a presença de matéria orgânica, em camadas mais profundas do planeta.

Um novo estudo internacional revelou, pela primeira vez, que o gás etano (C2H6) e outros hidrocarbonetos mais pesados podem ter sido sintetizados nas condições de temperatura e pressão do manto superior – a camada localizada entre a crosta e manto que envolve o núcleo da Terra.

A pesquisa, realizada por cientistas do Laboratório Geofísico do Instituto Carnegie, nos Estados Unidos, com participação de cientistas da Rússia e da Suécia, foi publicada neste domingo (26/7) na edição on-line da revista Nature Geoscience.

Enquanto o metano (CH4) é o principal componente do gás natural, o etano é usado como matéria-prima petroquímica. Ambos são considerados hidrocarbonetos saturados, por possuírem apenas ligações simples entre os átomos de carbono e serem saturados com hidrogênio.

Utilizando uma câmara de bigorna de diamante (DAC, na sigla em inglês) e uma fonte de calor a laser, os cientistas submeteram o metano a pressões superiores a 20 mil vezes a pressão atmosférica natural ao nível do mar, com temperaturas variando de 700 C° a mais de 1.200 C°.

Em tais condições, que reproduzem aquelas encontradas no interior da Terra entre 65 e 150 quilômetros de profundidade, o metano reagiu, formando etano, propano, butano, hidrogênio molecular e grafite. Os cientistas, em seguida, submeteram o etano às mesmas condições e o resultado foi a formação de metano.

De acordo com os cientistas, as transformações obtidas sugerem que hidrocarbonetos pesados poderiam existir em camadas profundas da Terra. A reversibilidade implica que a síntese de hidrocarbonetos saturados é termodinamicamente controlada e não requer matéria orgânica.

"Ficamos intrigados por experiências anteriores e previsões teóricas", disse um dos autores do estudo, Alexander Goncharov, do Instituto Carnegie. "Experimentos feitos há alguns anos submeteram o metano a altas pressões e temperaturas, revelando a formação de hidrocarbonetos mais pesados. No entanto, as moléculas não puderam ser identificadas. Nós superamos esse problema melhorando nossa técnica de aquecimento a laser, que nos permitiu aquecer um volume maior de maneira mais uniforme. Com isso, descobrimos que o metano pode ser produzido a partir de etano”, declarou Goncharov.

De acordo com os autores, a hipótese de que os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta da Terra e contribuem com a formação de reservatórios de petróleo e gás foi levantada na Rússia e na Ucrânia há muitos anos.

“Será preciso investigar, a partir de agora, a síntese e estabilidade dos compostos estudados nessa pesquisa, assim como a de hidrocarbonetos mais pesados, em toda a gama de condições dentro do manto da Terra. Além disso, será preciso estabelecer em que medida esse ‘carbono reduzido’ sobrevive à migração para a crosta sem ser oxidado, por exemplo, formando CO2”, disse Goncharov.

O artigo de Alexander Goncharov e outros pode ser lido por assinantes da Nature Geoscience em www.nature.com/ngeo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Missão Apollo 11 - 40 anos da chegada do homem à Lua

In "PUBLICO.PT":

As missões tripuladas para a Lua, para Marte, talvez para algum asteróide deverão tornar-se realidade um dia destes. Mas para outras estrelas, outras galáxias?


Sair do sistema solar ainda não faz parte dos planos mais futuristas para viajantes humanos porque as tecnologias que seriam necessárias ainda não existem. Mas isso não impede cientistas mais visionários de tentarem imaginar novas formas de fazer recuar essa fronteira, vencendo o espaço e o tempo. 982694


O grande problema com o Universo é a sua imensidão. Mesmo as sondas Voyager 1 e 2 da agência espacial norte-americana NASA, que descolaram de Cabo Canaveral em 1977, só recentemente (em 2004 e 2007, respectivamente) atingiram a antecâmara dos confins do nosso sistema solar — a zona, situada a uns dez mil milhões de quilómetros do Sol, onde a influência do vento solar começa a esgotar-se para finalmente ceder o lugar ao meio interestelar. 


O grande problema com as naves e sondas espaciais actuais é que são muito lentas. Mesmo a velocidades que a nós nos parecem alucinantes — neste momento, a sonda Voyager 1, o objecto de fabrico humano mais afastado da Terra, é um bólide lançado a 17 quilómetros por segundo —, as Voyager demorariam mais de 70 mil anos a chegar aos subúrbios de Proxima do Centauro, a estrela mais perto do Sol, situada a pouco mais de quatro anos-luz de nós.


O grande problema com as naves tripuladas é, ainda por cima, o seu grande tamanho e peso (as Voyager pesam apenas 700 quilos; já uma nave do tipo da Enterprise da série Star Trek é outra história). E, se se tratasse de uma nave propulsada por motores convencionais, do mesmo tipo que os dos vaivéns norte-americanos, a NASA garante que a matéria do Universo todo não chegaria para fabricar a quantidade de combustível necessária! Claramente, as viagens tripuladas para o espaço extra-solar apresentam obstáculos aparentemente inultrapassáveis de ordem tecnológica. 982695

Mas também não é possível esquecer um outro factor limitativo: o simples (ou, pelo contrário, muito complexo) factor humano, com as suas vertentes éticas, psicológicas, biológicas. Atravessar o espaço durante dezenas de milhares de anos implicaria o nascimento e morte de inúmeras gerações de seres humanos a bordo da nave espacial (a título comparativo, estimase que a nossa espécie tenha surgido na Terra há 200 mil anos), com todas as implicações que isso tem em termos de sustentação alimentar, riscos da permanência prolongada no espaço. A alternativa seria desenvolver tecnologias que pudessem manter os tripulantes num estado de vida suspensa durante toda a viagem.


Para mais, continuando com o exemplo de Proxima do Centauro, viajar para aquela estrela nem sequer constituiria um objectivo adequado, pois ela não tem planetas à sua volta susceptíveis de suportar a vida tal como a conhecemos... Aliás, ainda não foi descoberto nenhum planeta parecido com o nosso em torno de uma estrela. É verdade, porém, que os esforços para procurar “pontinhos azuis” como a Terra têm redobrado nos últimos tempos (nomeadamente com o lançamento pela NASA, em Março deste ano, do telescópio espacial Kepler) e que os especialistas estão bastante optimistas quantos às hipóteses de virmos a encontrá-los. Mas o que isto quer dizer é que será sem dúvida preciso olhar para muito mais longe do que alguns anos-luz de distância para encontrar estrelas que possuam planetas habitáveis.


Quanto a visitar outras galáxias, mesmo as mais próximas da nossa Via Láctea... A galáxia Andrómeda fica a dois milhões de anos-luz de nós: mesmo a luz, a coisa mais rápida que há segundo a Teoria da Relatividade de Einstein (300 mil km por segundo no vácuo), demora dois milhões de anos a cobrir essa distância! E a galáxia anã Canis Major, que está mais próxima de nós do que nós próprios estamos do centro da nossa galáxia, encontra-se apesar de tudo a 25 mil anos-luz do sistema solar, o que ainda é abissal. Parece impossível — hoje, amanhã, ou em qualquer outro dia do futuro próximo ou longínquo — que um ser humano possa percorrer distâncias dessa ordem, vencendo o espaço e o tempo.


Cientistas visionários


Apesar de todos estes factos, nem todos os cientistas estão dispostos a abandonar o sonho. Isto não quer dizer que considerem que as viagens interestelares tripuladas sejam possíveis, mesmo no longo prazo — elas ainda são claramente do domínio da ficção científica. Mas o que signifi ca é que estão dispostos a deixar de lado os seus preconceitos — a favor ou contra — e a tentar avaliar se poderia eventualmente, hipoteticamente, vir a ser um dia possível inventar motores espaciais radicalmente diferentes dos actuais, que tornem as viagens interesterales ou intergalácticas praticáveis. Haverá maneira de criar novos sistemas de propulsão, totalmente inéditos do ponto de vista físico, capazes de converter a energia presente no vácuo do espaço directamente em força motora, dispensando assim o combustível?


Marc Millis, da NASA, que de 1996 a 2002 dirigiu o programa Breakthrough Propulsion Physics daquela agência espacial — criado justamente para estudar sistemas de propulsão “revolucionários” que por inerência necessitariam de um avanço fundamental na área da Física para se tornarem realizáveis —, é um deles. Millis é uma autoridade mundial em métodos de propulsão avançados e investigou, quando a NASA financiava aquele projecto, a possibilidade de desenvolver sistemas ditos de propulsão espacial (space drives), que utilizariam “as propriedades fundamentais da matéria e do espaço para criar a força motora, prescindindo assim de transportar e utilizar carburante”, lê-se no site da NASA. Coisas com nomes estranhos como “propulsão diamétrica”, “propulsão disjuntiva”, “vela diferencial”. Solicitado por email, Millis expôs as suas convicções pessoais: “Independentemente do c facto de sabermos se a Humanidade conseguirá ou não viajar para as estrelas”, disse-nos, “é imperativo tentarmos fazê-lo. No longo prazo, é a sobrevivência da Humanidade que está em jogo. Temos de nos preparar para o dia em que a Terra se tornar inabitável. Sabemos que a nossa espécie se vai extinguir dentro de mil milhões de anos, mas entretanto os riscos de sermos atingidos por um asteróide, de erupções cataclísmicas, do aquecimento global, de guerra, etc., podem aproximar o fi m. Não enfrentar o problema seria socialmente irresponsável. Quanto ao curto prazo, vamos aprender mais coisas a tentar resolver o problema do que a não fazer nada.” E acrescenta ainda: “Devo dizer que acho o tema muito atraente. Isto é que são as coisas fascinantes, muito mais interessantes que o desporto.”


Mais depressa que a luz


Mas o que dizer da duração das viagens? Para ultrapassar este outro grande obstáculo, seria preciso atingir velocidades de cruzeiro muito mais elevadas — e, idealmente, superiores à da luz. Só que, para isso, será preciso contornar o limite teórico da velocidade da luz (a teoria de Einstein estipula que nada consegue deslocarse mais depressa), mexendo directamente no próprio tecido, na estrutura do espaço-tempo, para fazer avançar as naves. Um desses sistemas de propulsão, totalmente hipotético, que cientistas como Millis estão a estudar, é o chamado warp drive, que consiste em comprimir o espaço-tempo à frente de um objecto e expandi-lo detrás, fazendo com que seja o próprio espaço-tempo a deslocar-se, arrastando a nave com ele. Assim, dentro da sua “bolha” de espaço- tempo local, a nave continuaria a andar a velocidades inferiores à da luz, o que é compatível com a teoria de Einstein — mas, acrescentada à velocidade da “bolha”, a sua velocidade acabaria por ser superior à da luz (numa espécie de efeito “tapete rolante”, segundo a expressão do próprio Millis). A ideia provém, por incrível que pareça, da famosa série televisiva Star Trek, onde um sistema semelhante permite que a nave Enterprise percorra distâncias inimagináveis num piscar de olhos. Uma outra forma de viajar mais depressa do que a luz consistiria em aproveitar os chamados wormholes, hipotéticos “túneis” que funcionam como atalhos, ligando entre si dois pontos do espaçotempo muito afastados um do outro.


Muito recentemente, Millis publicou, em coautoria com Eric Davis, do Instituto de Estudos Avançados de Austin, um compêndio de cerca de 700 páginas intitulado Frontiers of Propulsion Science, que faz o ponto científi co da situação. Numa entrevista à revista Wired em Maio, afi rmava a propósito do livro que, “tendo visto vários investigadores a defrontarem-se com o desafi o dos voos espaciais revolucionários, tornou-se claro que a comunidade precisava de uma obra de referência sobre o estado e as oportunidades da investigação. Havia demasiado ‘ruído’ e pouco ‘sinal’; era óbvio que os aspectos facilmente exploráveis, em termos sensacional i s t a s , d a pesquisa em torno dos voos interestelares estavam a difi cultar a comunicação dos aspectos mais sérios por detrás dos trabalhos”.


Segundo Millis, é preciso dedicar mais esforços à tarefa de interligar os resultados de qualidade, publicados em revistas científi cas sérias, mesmo que sejam muito modestos e prestar menos atenção a resultados mais sensacionalistas que, para ele, não passam de “campanhas de marketing”. É essencial ligar os “objectivos ideais” dos voos interestelares aos “pormenores físicos reais”. Só desta forma é que, no seu entender, talvez seja possível um dia construir naves interestelares que tornem as viagens praticáveis. Uma atitude razoável, que consiste em admitir que o que se pretende poderá ser completamente descabelado, mas que não é por isso que devem ser abandonadas a metodologia e a objectividade intelectual que caracterizam o método científi co. “O que temos de fazer hoje”, diz-nos ainda, é abordar as questões mais cruciais para desbravar o caminho para futuros progressos. O simples facto de determinar as ‘melhores’ questões já representa em si um desafio.”


“The right stuff ”


Podemos também perguntar: será que, do ponto de vista humano, existe uma right stuff para este tipo de viagens? Há ou haverá um dia pessoas dispostas a empreender uma viagem que provavelmente será “só de ida”, pelo menos numa primeira fase? “Não há uma resposta simples para esta pergunta”, frisa Millis. “As implicações sociais são demasiado gigantescas. Acho que haveria suficientes pessoas interessadas num viagem só de ida, mas gostava de ver os resultados de um inquérito sobre esta questão.” Uma coisa que Millis acha que poderia suscitar um entusiasmo renovado pelas viagens interestelares seria a descoberta de um planeta semelhante ao nosso num outro sistema solar: quando isso acontecer, “as pessoas vão começar a perguntar ‘como é que vamos lá?’”


Seja como for, é um facto que existe uma alternativa mais comportável, a todos os níveis, às viagens tripuladas. Essa alternativa consiste em enviar para estrelas e galáxias distantes sondas como as Voyager, Pioneer e outras, cada vez mais sofi sticadas, capazes de recolher dados, efectuar experiências e comunicar os seus resultados à Terra (tais respostas só chegariam dentro de milhares de anos, claro). Estas duas aventuras — a humana e a robotizada — não se excluem mutuamente; pelo contrário, são consecutivas. “É só uma questão de etapas”, diznos ainda Millis. “Logicamente, as viagens tri puladas deverão acontecer muito tempo depois das missões de sondas robotizadas, que por sua vez deverão acontecer muito tempo depois de terem sido feitas, muito metodicamente, muitas observações do espaço longínquo.”


No fundo, já é possível “viajar” para mundos distantes de forma virtual, olhando ao pormenor para os confins do Universo, graças a potentes telescópios como o Hubble e o Kepler e a observatórios espaciais como os satélites Herschel e Planck, lançados em Maio pela agência espacial europeia ESA. De facto, a primeira etapa da grande aventura da exploração do espaço já está em curso.


O envio de sondas para locais muito longínquos permitiria ultrapassar, pelo menos em parte, um outro grande obstáculo material à exploração de estrelas e galáxias: o do dinheiro necessário para financiar tais empreendimentos. “O custo actual das viagens interestelares é muitíssimo elevado, excepto para os engenhos muito pequenos”, diz-nos por email Timothy Ferris, ex-jornalista, autor de livros e fi lmes sobre o Universo — e que é também o homem por detrás da escolha do conteúdo dos célebres “discos dourados”, que incluem música, sons e imagens da Terra e que foram enviados para o espaço há 30 anos, a bordo das sondas Voyager, como mensagem para um eventual encontro com uma civilização extraterrestre avançada. “Esta situação poderá alterar-se no futuro graças aos progressos tecnológicos ou às economias emergentes (este segundo elemento costuma ser subestimado). Não pretendo saber quais serão as tecnologias disponíves dentro de séculos.” Ferris também não duvida, nem por um instante, de que um dia, muito longínquo, os humanos hão-de conseguir viajar para as estrelas e para as galáxias.


Quanto a Millis, como já se percebeu, ele não rejeita a ideia de que a ficção científica possa servir de inspiração à investigação científi ca. “Gosto do poder imaginativo da fi cção científi ca”, responde-nos. “Acho que é ao mesmo tempo uma fonte de inspiração e uma ferramenta para a geração de ideias radicalmente novas. E isso vale mesmo quando as descrições fi ccionais não fazem sentido, porque estimula o raciocínio e a vontade de perceber como é que as coisas poderiam realmente funcionar.” De facto, a fi cção científi ca é, por enquanto, para o comum dos mortais, a melhor maneira de viajar para outros mundos, do outro lado do Universo. Confortavelmente instalados(as) num sofá, entregues ao sonho.

 

To commemorate the 40th anniversary of Apollo 11, NASA released partially restored video of a series of 15 memorable moments from the July 20 moonwalk.This is a clip of Buzz Aldrin following Neil A...

Ver:

CBS News - Apollo 11 Moon Landing, July 1969 - part 1!!:

CBS News - Apollo 11 Moon Landing, July 1969 - part 2!!:

 

Man On The Moon - Apollo 11 - Cronkite Broadcast Pt1:

Man On The Moon - Apollo 11- Cronkite Broadcast Pt2:

Man On The Moon - Apollo 11- Cronkite Broadcast Pt3:  

Man On The Moon - Apollo 11- Cronkite Broadcast Pt4:

Man On The Moon - Apollo 11- Cronkite Broadcast Pt5:

Man On The Moon - Apollo 11- Cronkite Broadcast Pt6:

sábado, 18 de julho de 2009

Lulas gigantes invadem a costa da Califórnia

In "I online":

Pode ser do aquecimento global, que está a levar à escassez de alimento, ou pode ser da redução do número de predadores naturais, que facilitam a sobrevivência da espécie, mas o facto é que os turistas e habitantes de San Diego, na Califórnia, estão com os dias de praia dificultados. Isto porque milhares de lulas gigantes invadiram aquela costa e estão a amedrontar toda a gente. As lulas-de-humboldt, geralmente encontradas nas águas profundas do México, podem medir até 1,5 metros e pesar até 45 quilos, sendo famosas por atacar humanos. Segundo a BBC Brasil, os animais estão distantes da beira-mar, mas a presença pouco comum da espécie nas praias causou receio entre os banhistas e preocupação entre os especialistas da vida marinha, que acreditam que a Califórnia se possa tornar numa residência permanente para a população de lulas.

A rare invasion of jumbo flying squid, also known as Humboldt squid, is putting the diving community on edge just north of San Diego. Some divers are being more careful going in the water because of the carnivorous squid. (July 16)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Bateria de Lítio e Ar

In "ELEKTOR.com":

Um novo tipo de bateria alimentada a ar, mas com capacidade para armazenar até 10 vezes mais energia do que as disponíveis actualmente. 090701171721_oxlithbatterysmall_resized_200x0

Este aumento da capacidade é devido à adição de um componente que usa o oxigénio do ar durante a descarga, substituindo um constituinte químico usado nas baterias recarregáveis actuais. Não tendo de transportar os químicos na bateria oferece mais energia para o mesmo tamanho.

A célula STAIR (St Andrews Air), deverá ser também mais barata do que as baterias recarregáveis actuais. O novo componente é feito de carbono poroso, que é muito menos dispendioso do que o óxido de cobalto e lítio que substitui.

Este projecto de investigação tem por base a descoberta pela universidade de que a interacção dos componentes de carbono com o ar pode ser repetida, criando um ciclo de carga e descarga.

Ver:

Air-fuelled Battery Could Last Up to 10 Times Longer

sábado, 4 de julho de 2009

Casa do futuro

Habitação tem o melhor da tecnologia doméstica

Ver:   FalarGlobal SIC NOTÍCIAS

Ciberguerras - CyberWar

Ataques podem causar danos irreversíveis em pontos estratégicos:

Ver: FalarGlobal SIC NOTÍCIAS

Livro: CYBERWAR o Fenómeno, as Tecnologias e os Actores:

Conteúdo:
. Caracterização do Cibercrime
. Viagem ao Mundo dos Hackers e Insiders
. Anatomia das Redes Informáticas
. O Ciberterrorismo
. O Cyberwarfare
. Os Meandros da Web 2.0
. Técnicas utilizadas pelo Cibercriminoso
. Profilaxias de Segurança dos Sistemas de Informação
. A Investigação Policial do Meio Digital e a Respectiva Moldura Legal

Ver também:

Internet’s Anonymity Makes Cyberattack Hard to Trace

A nova guerra fria joga-se na internet:

Milhões e milhões são gastos a responder ou a reparar os estragos feitos por ciberataques. Os mais usuais são a espionagem, a replicação de vírus e a recusa de serviço. Este último foi o tipo de ataque sofrido, a 4 deste mês, por quase três dezenas de 'sites' dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.

Portugal deu luz verde à lei do cibercrime

Ciberguerra: Perguntas & Respostas

Os casos de espionagem que fizeram história:

Amantes, agentes duplos, envenenamentos. A espionagem usava de tudo um pouco, antes de ter acordado para as potencialidades da Internet.

Actualização em 22-07-2009:

Ver:

Cibersegurança: as pessoas são o "elo mais fraco":

Qualquer utilizador que não tenha uma boa protecção antivírus está hoje sujeito a que o seu computador fique infectado. O malware chega de toda a parte e em todos os formatos: por mail através de spam, pela Web (com particular incidência através das redes sociais) em formato de popup windows com ficheiros executáveis. Muitos deles até chegam através de páginas que anunciam antivírus mais baratos.

Actualização em 29-09-2009:

Cibercrime: polícias de 13 países encontram-se na Corunha para definir estratégias:

Representantes de órgãos policiais de treze países especializados em investigação da criminalidade informática, entre os quais Portugal, reúnem-se a partir de hoje na cidade espanhola da Corunha para partilhar experiências no VI Fórum Iberoamericano de Ciberpolícias.


O fórum foi apresentado hoje por um dos responsáveis do Grupo de Delitos Telemáticos da Guarda Civil espanhola, tenente-coronel José Berrocal, que adiantou que entre os crimes mais habituais na Internet a pornografia infantil é o que mais alarme social gera, enquanto as fraudes no comércio electrónico são o delito com maior incidência.


Por sua vez, o comandante Juan Salón, da mesma unidade da Guarda Civil espanhola, lembrou ser “praticamente impossível” determinar a incidência de um crime cometido na Internet. Segundo referiu, o aumento dos crimes é proporcional, “até um certo ponto exponencial”, ao aumento dos utilizadores da Web.


O objectivo do fórum, onde participam representantes de Portugal, Espanha, México, Equador, Venezuela, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Colômbia, Argentina, Chile, Brasil e Peru, é impulsionar canais de comunicação entre as diferentes unidades de investigação que investigam crimes informáticos que permitam uma troca e partilha de experiências e ajudas técnicas mais fluidas.


As experiências na investigação das diversas formas de criminalidade em rede, como a pornografia infantil, fraudes e piratearia em rede, serão outros dos assuntos abordados.

sábado, 27 de junho de 2009

Avião que funciona a energia solar

In "PUBLICO.PT":

Avião que funciona a energia solar dia e noite apresentado hoje na Suíça

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O Solar Impulse é tão leve como um carro médio de 1500 quilogramas mas tem uma envergadura de 61 metros. O avião, que trabalha só a energia solar de dia e de noite, foi apresentado hoje em Duebendorf, na Suíça.


O suíço Bertrand Piccard, a cabeça do projecto do protótipo, já fez a volta ao mundo num balão de ar quente em 1999 e quer repetir o feito em 2012 com o sucessor do Solar Impulse. “Ontem foi um sonho. Hoje é um avião. Amanhã vai ser um embaixador das energias renováveis”, disse hoje Piccard aos jornalistas durante a conferência na cidade perto de Zurique.


O HB-SIA tem 24 mil células solares ligadas a baterias com alta eficiência, que permitirão acumular energia vinda do sol para o avião poder continuar a trabalhar durante a noite. “Se uma aeronave é capaz de voar de dia e de noite sem combustível, impulsionada simplesmente pela energia solar, ninguém poderá dizer que é impossível de se fazer o mesmo com veículos a motor, sistemas de ar condicionado ou de aquecimento e computadores”, acrescentou.


Para além da tecnologia solar, o protótipo com quatro motores tem características aerodinâmicas inovadoras como materiais muito resistentes e leves, que são capazes de suportar pressões a grandes altitudes.


Os primeiros testes vão ter lugar ainda este ano, em 2010 será feita a primeira viagem nocturna pela Suíça. O passo seguinte será a construção do HB-SIB, que será ainda maior e vai permitir a Piccard e ao companheiro e piloto Andre Borschberg fazerem a volta ao mundo. A viagem terá entre 20 e 25 dias e será feita em cinco fases, cada uma com uma duração de vários dias.

Esta apresentação sucedeu-se depois de seis anos de trabalho que envolveu 50 engenheiros e técnicos. O projecto de 70 milhões de euros teve o apoio do Deutsche Bank, da marca de relógios Omega e da empresa química Solvay.


“O sucesso real do Solar Impulse será ter milhões de pessoas a seguir o projecto, a serem entusiastas e a dizer ‘se eles conseguiram pô-lo a viajar à volta do mundo com energias renováveis, então nós deveremos conseguir fazê-lo no nosso dia a dia’”, defendeu Piccard à BBC News.

 
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